Queridíssimos Amigos,
Quando em 27 de Outubro de 2011, numa consulta de rotina aí na MAC, os médicos me disseram que teria de ficar internada, fiquei desolada por ter que ficar, longe da minha família, num hospital, numa cama que não era a minha, partilhando um quarto com pessoas desconhecidas, desde as outras pacientes, até todas as outras pessoas e sobretudo, no risco de perder os filhos que trago na barriga e que tanto amo.
Há três meses, quando fiquei internada, não conhecia as encantadoras gémeas Filomena e Fátima (gémeas como os meus filhotes), a D. Alice,a Rodine, a Janine, a D. Ana Isabel, o enfermeiro Daniel, a enfermeira Lurdes, a enfermeira Adelaide, a enfermeira Manuela, a enfermeira Conceição, a enfermeira Conceiçãozinha, a enfermeira Sónia, a enfermeira Marisa, a enfermeira Elvira, a enfermeira Catarina, a enfermeira Elsa, a enfermeira Paula, o enfermeiro António, a enfermeira Sara, a enfermeira Sandra, a Dra. Maria José Alves (que me colocou o milagroso pessário), a Dra. Ana Campos, a Dra. Isabel Lavinha, a Dra. Isabel Nogueira, o Sr. Carlos da segurança, a D. Margarida da Recepção ou a D. Paula e D. Rita que entregam as refeições. Não sabia que ia encontrar a Cláudia, minha companheira de quarto, assim como a Marta, a Susana, a Sandra, a Isabel, a Gleice, mulheres de vários pontos do mundo lutando sem fronteiras pelas vidas dos seus filhos, numa cama, como eu, mulheres de quem me tornei irmã.
Há três meses, quando fiquei internada, estava longe de imaginar que ia chorar por sair, por vos deixar, por dizer-vos adeus.
Agora que tenho a alegria de estar em minha casa, ao pé da minha família, sinto que deixei aí, na MAC, uma outra família, uma família que me acarinhou, que me deu amor, que esteve ao meu lado em cada minuto e que nunca esquecerei, porque é impossivel esquecer gente assim.
Vim embora sem sequer dizer uma palavra, quando me apetecia abraçar-vos muito e gritar OBRIGADA , ADORO-VOS!
Obrigada pela vossa bondade, pelo vosso empenhamento, pelo vosso altruísmo, pelo vosso carinho, pelo tempo que me deram, por tudo o que fizeram por mim e pelos meus filhos, pelo amor que nos deram , pelo profissionalismo a que sempre acresceu a humanidade.
Em meu nome, em nome da minha família e especialmente dos meus filhos ainda no aquário, que hoje existem e estão bem graças aos profissionais extraordinários dessa maternidade, extraordinários seres humanos, a minha eterna gratidão, admiração e amizade.
Todas as palavras são pobres para dizer-vos o que realmente vai no meu coração, mas inequivocamente orgulho-me da nossa Maternidade Alfredo da Costa e de todos vós!
Dentro de dias se Deus quiser, terei ao meu lado mais dois filhos. Contarei aos meus filhos esta extraordinária experiência de vida que tive convosco, as pessoas lindas que encontrei e um novo sentido para a vida que descobri, ou relembrei, que é o da verdadeira solidariedade, aquilo porque realmente vale a pena viver. Contarei aos meus filhos, porque quero que eles sejam como vocês são: GENTE DA MELHOR QUALIDADE.
Obrigada meus Amigos e que me perdoem os que não mencionei,
Para Sempre.
Vossa Isabel do 114, cama 1
Isabel de Guadalupe Castelhano Tavares de Carvalho Sucena Cláudio